A Obesidade e as Varizes

Todos sabemos que a obesidade é hoje uma das maiores epidemias do mundo. O stress dos dias atuais, aliados ao sedentarismo e a uma alimentação pouco saudável são os principais colaboradores para que cada dia existam mais pessoas obesas por aí.

Além de todas as patologias associadas ao excesso de peso, como aterosclerose, hipertensão, problemas articulares, diabetes... Os pacientes com varizes também sofrem mais quando o ponteiro da balança sobe.

A obesidade é um importante fator de risco para as varizes


Embora a obesidade em si, isoladamente, não seja causadora de varizes, ela está associada à uma maior gravidade do quadro. O que isso quer dizer...???

O controle do peso é essencial para prevenir o aparecimento das varizes nas pernasÉ o seguinte: O fato de uma pessoa ser obesa não é suficiente para que se desenvolvam varizes. MAS se por uma série de causas associadas (confere no post por que eu tenho varizes?) as varizes estiverem presentes... em uma pessoa obesa o quadro será mais severo e com mais chances de complicações do que se a mesma pessoa estiver com peso considerado adequado. E isso não sou eu quem falo, são os estudos (leia mais aqui e aqui)



Mas como a obesidade pode afetar as veias?

Assim como na gestação (aproveite para ler o artigo sobre varizes na gravidez), uma pessoa obesa apresenta um aumento no volume interno abdominal, principalmente por acúmulo de gordura entre os órgãos. Isso acaba gerando uma compressão das estruturas intra-abdominais, incluindo a VEIA CAVA e as veias ilíacas - caminho por onde o sangue volta para o coração. Essa compressão dificulta a volta do sangue, que fica estagnado nas veias das pernas, aumentando a sua dilatação e piorando as varizes e seus sintomas. Também o acumulo de gordura e a fibrose no subcutâneo (embaixo da pele) prejudica a rede venosa, dificulta a drenagem e promove a estase.
A compressão das veias do abdome pelo excesso de gordura leva a aumento de pressão nas veias e varizes.
Além disso, o aumento da pressão e o excesso de peso no abdômen provoca um enfraquecimento da musculatura pélvica. Os músculos do chamado "assoalho pélvico" servem como uma bomba de sucção que facilita o retorno do sangue... e quando essa musculatura enfraquece, adivinha o que acontece??? Exatamente - o retorno sanguíneo piora e as varizes também...

Portanto, não custa insistir... cuide-se!!!

Alimentação balanceada, exercício físico e sono saudável são importantes armas na prevenção das varizes- Controle sua alimentação
- Durma bem
- Faça exercícios físicos regularmente e com orientação
- Sempre que preciso, PROCURE SEU MÉDICO!

Assim você terá uma vida muito mais saudável... e com menos varizes!!!

Até a próxima!



Dra Anelise Rodrigues - Cirurgia Vascular
Sobre a autora
Dra. Anelise Rodrigues é médica, formada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV/AMB. Estágios em Cirurgia Endovascular na Universidade de Barcelona / Espanha e Ultrassom Vascular na Clínica Fluxo/SP e no Maimonides Medical Center, New York/USA.
 Atua como Cirurgiã Vascular em São Paulo/SP e Cuiabá/MT.
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Entrevista com Dra. Juliana Puggina - Rádio Mundial

A Dra. Juliana Puggina idealizadora do Blog "Pernas pra que te quero" participou do Programa Amigos da Saúde da Rádio Mundial de São Paulo FM 95,7 em 16/05/2014.

entrevista com dra Juliana Puggina médica Cirurgia Vascular de São Paulo

Falou sobre os temas relacionados com a Cirurgia Vascular, em especial sobre Varizes e Trombose. Conversou e tirou dúvidas ao vivo com ouvintes do programa e esclareceu a população a respeito das doenças da circulação.

Confira na íntegra o vídeo com a entrevista da Dra. Juliana Puggina.





Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
Sobre a autora Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP). Atua em São Paulo/SP
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Quanto custa uma cirurgia de varizes?

A pergunta que mais recebo pelos nossos meios de comunicação ( Fale ConoscoFacebook, Twitter ou Google Plus) é o preço de uma cirurgia de varizes.
Grande parte das pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) têm dificuldade de conseguir essa cirurgia devido à alta procura por este procedimento. Os ambulatórios de cirurgia vascular  estão sobrecarregados e os hospitais que realizam este tipo de cirurgia mais ainda. 
Por conta disso, muita gente pensa em recorrer ao pagamento de uma cirurgia particular.


O preço de uma cirurgia de varizes particular depende muito do local onde você vai fazer, de como são as suas varizes e do profissional que irá realizar a cirurgia.

Os valores que compõem a conta de uma cirurgia de varizes são os seguintes:

- Conta hospitalar (pacote cirúrgico)
- Honorário do médico cirurgião principal
- Honorário do médico cirurgião auxiliar (ou auxiliares)
- Honorário do médico anestesista
- Honorário da instrumentadora
- Materiais especiais

Em 07/05/2014 fiz uma pesquisa de preço em cinco hospitais de São Paulo para um pacote para realização de cirurgia de varizes (valores sujeitos a alteração de acordo com a tabela de cada hospital):

- Hospital Sírio Libanês : R$ 6.550,00
- Hospital São Luiz Itaim: R$ 4.529,37
- Hospital Santa Catarina: R$ 3.800,00
- Hospital Igesp: R$ 2.700,00
- Hospital Santa Rita: R$2.150,00

Nesses valores estão inclusos uso da sala de cirurgia por 2 horas, 1 diária em acomodação de apartamento, medicações e aparelhos usados na anestesia e medicamentos usuais. Se houver alguma complicação que necessitar mais dias de internação ou medicamentos e exames fora do padrão, esse valor pode subir bastante.

O valor do trabalho do médico cirurgião, médico cirurgião auxiliar, médico anestesista e instrumentadora são pagos a parte, geralmente diretamente com a equipe contratada.
O valor da cirurgia de varizes é a soma do valor pago à equipe cirúrgica e o valor cobrado pelo hospital

Os honorários variam muito de médico para médico de acordo com sua a experiência, renome e reputação. Para saber o valor cobrado por cada equipe, é necessário passar por uma consulta médica, em que o médico, após te examinar e avaliar seus exames, será capaz de orçar o preço de sua cirurgia. Além disso, irá escolher o hospital que mais lhe agrada ou que está habituado a trabalhar para a realização da cirurgia.

Se você optar pela cirurgia com laser ou radiofrequência, entram na conta também o aluguel do aparelho e a compra dos cateteres ou fibras usadas na cirurgia.

Somando os gastos, se você optar pela cirurgia tradicional em hospital mais simples, você gastará menos. Já se você quiser ser submetido a uma cirurgia com ablação a laser, com uma equipe cirúrgica renomada, em um hospital com atendimento 5 estrelas, o valor sobe bastante. Se você tiver alguma complicação, e necessitar de mais dias internado, medicamentos, antibióticos, exames ou internação em UTI, a conta hospitalar pode chegar a somas exorbitantes.

Se você tiver convênio você pode optar por operar com um médico credenciado no seu convênio. Neste caso, o paciente não gasta nada: quem paga a conta é o convênio diretamente para o médico e para o hospital.
Se mesmo tendo convênio você optar por operar com um médico que não é credenciado, o convênio paga a parte do hospital e você paga somente os honorários dos médicos. Dependendo do convênio que você tem, os honorários médicos podem ser reembolsados parcial ou integralmente.

Os valores que explicitei neste artigo são os praticados na cidade de São Paulo. Não são valores fixos e nem devem ser levados como base para pagamento de qualquer procedimento. Expus estes valores nesse instrumento de utilidade pública para fins informativos.

Para saber os valores reais para o seu caso, consulte um médico cirurgião vascular.

Se quiser saber mais sobre as opções de tratamento para varizes e como a cirurgia de varizes é realizada acesse os artigos: Como tratar varizes nas pernas? e Cirurgia para varizes: saiba como é feita passo-a- passo.

Obrigada pela leitura! Até a próxima!







Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
Sobre a autora
Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP). Atua em São Paulo/SP

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Eu preciso mesmo tirar a veia safena? Ela não vai fazer falta no futuro?

Uma pergunta que recebo freqüentemente pelos nossos meios de interação (Fale conosco, Facebook, Twitter e Google Plus) é a respeito da retirada ou não da veia safena na cirurgia de varizes. Nesse artigo irei falar um pouco sobre as indicações de safenectomia (retirada da veia safena), alternativas de tratamento e por que ela pode ser retirada. Para saber como a safenectomia é realizada, acesse o artigo "Cirurgia para varizes: saiba como é feita passo-a-passo".

A safenectomia nem sempre é necessária na cirurgia de varizes. Saiba quando ela deve ser realizada

Por que é possível retirar a veia safena?


A veia safena interna é a principal veia do sistema venoso superficial do membro inferiorEm cada perna, temos 2 veias safenas: uma maior que vai da virilha até o pé, chamada veia safena interna ou magna, e uma menor, que vai do joelho até o pé, correndo na face posterior da perna, a veia safena externa ou parva.  Como eu já expliquei nos artigos "Cirurgia para varizes: saiba como é feita passo-a-passo" e  "Salto alto causa varizes?", o sistema venoso das pernas é composto por 2 conjuntos de veias: as superficiais e as profundas. As veias safenas são as principais veias superficiais das pernas, e se ligam ao sistema profundo através das veias perfurantes.

A maior parte do sangue que retorna dos pés para o coração passa pelas veias profundas, que correm próximas à musculatura. Sendo assim, somente uma pequena parte do sangue passa pelas veias superficiais e por isso é que podemos retirar ambas as safenas e ainda as varizes colaterais de uma perna sem ter prejuízo no retorno do sangue.


Quando a safena deve ser retirada?


A indicação de safenectomia varia bastante entre os cirurgiões vasculares. Mas é consenso que, quando a veia se encontra extremamente dilatada e com refluxo significativo, ela deve ser retirada. O refluxo ocorre quando o sangue, ao invés de ir em direção ao coração (para cima) , ele vai em direção ao pé (para baixo). Ele aparece quando as válvulas da veia já não funcionam de forma adequada.
A maioria dos cirurgiões não retiram a veia safena quando esta apresenta diâmetro normal e pouco ou nenhum refluxo. Tanto o tamanho quanto o refluxo na veia são avaliados através de exame de Ultrassom doppler venoso.
O diâmetro e o refluxo da veia safena são medidos atraves do ultrassom doppler venoso (duplex)


A retirada da veia safena pode causar algum outro problema?


Infelizmente, a retirada da veia safena pode cursar com complicações.  A principal delas está relacionada com a lesão dos nervos safeno e sural e dos vasos linfáticos que acompanham as veias safenas. O nervo safena é um nervo que acompanha a veia safena magna e em até 39% dos casos ele é lesado durante a retirada da veia, especialmente quando esta é retirada desde a virilha até o tornozelo . A lesão do nervo safeno causa amortecimento e formigamento (parestesias) da face interna da coxa e perna. Já a lesão ao nervo sural pode ocorrer durante a retirada da veia safena parva, levando a amortecimento e dor em queimação na face posterior da perna em até 4% dos pacientes. (esses dados foram retirados daqui)
Quando ocorre lesão aos vasos linfáticos, pode haver inchaço da perna no pós operatório. Na maioria das vezes, esse inchaço é reversível.

E se no futuro eu precisar de uma ponte de safena no coração?


Um dos receios dos pacientes que precisam ser submetidos à retirada da veia safena é quanto à necessidade do uso dessa veia no futuro.
A veia safena é utilizada em muitas cirurgias para substituição de segmentos de artérias que estão obstruídos ou danificados, sendo considerada o melhor substituto para artérias em geral.
Hoje, com o envelhecimento da população, aumentaram os índices de doenças oclusivas das artérias, seja das artérias do coração, pescoço e membros inferiores, que levam a problemas com infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (derrames), dores para caminhar e gangrenas. Em alguns desses casos, a veia safena pode ser utilizada como uma ponte (ou enxerto) para transpor uma área que esteja entupida, devolvendo a circulação para a área que estava sem sangue. Falei mais sobre a aterosclerose e as doenças obstrutivas arteriais no post "Dor nas pernas para caminhar: saiba tudo sobre doença arterial periférica"
A safena pode ser utilizada como substituto de várias artérias, inclusive as artérias do coração (coronárias)
Pontes de safena para coronárias (artérias do coração)
Além disso, com a crescente onda de violência que acomete nosso país, aumentaram os casos de lesões às artérias, seja por conta de acidentes automobilísticos e ferimentos por arma de fogo ou armas brancas. Quando ocorre a secção de uma artéria por um desses traumas, também é possível utilizar a veia safena para reconstituir a circulação e evitar inclusive a perda de um braço ou de uma perna.

Pensando nisso, alguns cirurgiões vasculares propuseram técnicas de preservação da veia safena nas cirurgias de paciente com varizes. Esses cirurgiões acreditam que, mesmo quando existe refluxo na veia safena, em alguns casos é possível eliminar as causas desse refluxo melhorando a função da veia.
Porém, quando a veia safena já está tortuosa e com o diâmetro muito alterado, não há benefício em mantê-la, já que suas paredes já estão danificadas e não servirá como substituto de uma artéria em caso de necessidade. Nesses casos ela pode e deve ser retirada.

Existe alguma alternativa à retirada da veia safena?


Em 1988, um cirurgião francês chamado Franceschi descreveu uma técnica de cirurgia em que era realizada a desconexão da veia safena magna da veia femoral (veia profunda), seguida por ligaduras da veia abaixo das veias perfurantes que tivessem refluxo e retirada das veias colaterais (varizes). Essa técnica ficou conhecida por CHIVA (Cure conservatrice et Hémodynamique de l’insuffisance Veineuse en Ambulatiore ou cura hemodinâmica da insuficiência venosa em ambulatório) e é bastante difundida na Europa. Seus resultados são bastante semelhantes em termos de reaparecimento das varizes e melhora dos sintomas quando comparados à retirada da safena por cirurgia tradicional. Porém, muitas vezes, a safena acaba ocluindo por si só, ficando também inutilizada para fins de substituição de artérias. Além disso, essa técnica somente deve ser realizada por cirurgiões que a conheçam bem, pois ela é rica em detalhes que fazem a diferença no resultado pós cirúrgico.
Além dessa técnica, existem outras alternativas que estão sendo estudadas, como a colocação de próteses da junção da veia safena interna com a veia femoral no sentido de retomar a função das válvulas venosas ali presentes. Saiba mais aquiaqui e aqui.

Conclusão

A retirada da veia safena deve ser realizada apenas nos casos em que a veia apresenta-se dilatada e com refluxo. Ela pode e deve ser retirada nessas situações, não causando nenhum prejuízo à circulação da perna, pelo contrário: sua retirada irá favorecer o retorno do sangue ao coração por veias saudáveis. A safenectomia pode levar a complicações moderadas, como lesão de nervos sensitivos e vasos linfáticos, porém, na maioria das vezes isso não ocorre.
O grande prejuízo à pessoa que retirou todas as safenas (se retirou ambas as safenas magnas e parvas das duas pernas) é a falta de substituto arterial nos casos de necessidade de realização de pontes de safena. Mesmo assim, existem alternativas ao uso da veia safena como enxertos artificiais, produzidos com materiais como PTFe e dacron, além do uso de veias de outras localizações, como as dos braços.
Se ainda tiver dúvida quanto à retirada da veia safena, converse com o seu Cirurgião Vascular. Com certeza ele irá esclarecer o motivo pelo qual a safena deve ser retirada no seu caso.

Um grande abraço a todos os leitores! Até a próxima!








Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
Sobre a autora
Dra. Juliana Puggina é médica e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com especialização em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP).

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VARIZES: MITOS E PREOCUPAÇÕES

Pra comemorar as mais de 130 mil visitas do blog (!!!!) , além dos mais de 3500 "likes" da página do Pernas no facebook (oba!),  resolvi compartilhar aqui parte de um texto que escrevi em janeiro de 2013 para a revista Mix cidade, em Registro. Coincidentemente (mesmo!), a matéria levava o título  'PERNAS PRA QUE TE QUERO', e o objetivo era discutir algumas dúvidas super frequentes nos consultórios dos cirurgiões vasculares.

Mitos e verdades sobre varizes nas pernas


Todas essas dúvidas já foram, de alguma forma, pauta aqui no blog.  Os links estão juntinho pra quem quiser ler, reler e aprender um pouco além....!!!

Afinal de contas, quem nunca se perguntou (ou afirmou) ao menos uma vez...
 

salto alto, varizes, cirurgia vascular, são paulo

"TENHO VARIZES PORQUE USO MUITO SALTO ALTO"


  Estudos diversos já comprovaram q o uso de salto alto entre 3-4 cm não tem relação com a formação de varizes. Já o uso de saltos exageradamente altos (aqueles que impedem o movimento correto de caminhada, com flexão-extensão dos pés e movimentação da panturrilha) pode, sim, ser prejudicial (confira o post "salto alto causa varizes?")


Mito ou verdade: será que a musculação pode causar o aparecimento de varizes nas pernas?

“ATIVIDADE FÍSICA CAUSA VARIZES”


A prática de exercícios físicos sob supervisão, incluindo musculação em grau moderado, serve como forma de melhorar o retorno venoso e pode minimizar sintomas e surgimento de varizes. Porém os exercícios com excesso de carga aumentam a pressão intra-abdominal, dificultam o retorno venoso, e podem piorar o quadro em quem tem a doença. (tem mais sobre varizes e esportes nos posts "musculação causa varizes?" e "meias de compressão para corrida melhoram o desempenho?")


 “SE RETIRAR MINHAS VEIAS NUMA CIRURGIA, POR ONDE VAI PASSAR O SANGUE?”

A ausência das veias retiradas em uma cirurgia não provoca danos à circulação. As veias que são preservadas e o sistema venoso profundo são suficientes para garantir o fluxo necessário. (Você sabe como é feita a cirurgia de varizes tradicional? E a cirurgia com radiofrequência, você conhece?)

varizes porque temos varizes vasinhos veias

         

“NÃO ADIANTA FAZER TRATAMENTO ALGUM, POIS AS VARIZES VOLTAM”

Quando tratamos as varizes, são eliminadas apenas as veias acometidas e sem função. Com isso, conseguimos uma melhora nos sintomas e também no aspecto estético. Entretanto, por se tratar de uma patologia recidivante, não é incomum o surgimento de novas veias doentes com o passar dos anos. Uma investigação detalhada prévia ao tratamento ajuda a evitar essa "volta". (que tal dar uma olhadinha no post "por que eu tenho varizes?"...?)


Dores nas pernas podem ser causadas pela compressão do nervo ciático na hérnia de disco, varizes

"SINTO MUITAS DORES NAS PERNAS POR CAUSA DAS VARIZES"


Os principais sintomas das varizes são as sensações de peso e cansaço, geralmente ao final do dia, que pioram em épocas de mais calor e também no período pré-menstrual. Dores intensas ou irradiadas e formigamentos geralmente são relacionados a outras causas, como hérnia de disco, dor muscular e artrose, por exemplo. (quer saber mais? leia o post "dor nas pernas e suas causas")





A luz pulsada é absorvida pela hemoglobina, molécula que existem dentro dos glóbulos vermelhos do sangue

"LASER É O MELHOR TRATAMENTO"

Nem sempre. Em alguns casos, o laser pode provocar manchas e deixar um resultado estético desagradável. A indicação depende do tipo de veia a ser tratada e também do tipo de pele do paciente. Seu médico é a pessoa certa para ajudar na decisão. (se tem post? claro! "vasinhos nas pernas: como acabar com eles" "luz pulsada realmente trata os vasinhos???" "como tratar varizes nas pernas")



Espero que tenham gostado... Até logo!








Dra Anelise Rodrigues - Cirurgia Vascular
Sobre a autora
Dra. Anelise Rodrigues é médica, formada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV/AMB. Estágios em Cirurgia Endovascular na Universidade de Barcelona / Espanha e Ultrassom Vascular na Clínica Fluxo/SP e no Maimonides Medical Center, New York/USA.
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Viajar de avião pode matar? Saiba prevenir a trombose em viagens longas

Janeiro é mês de férias e muita gente vai aproveitar para viajar e passear. Por causa disso, algumas pessoas me perguntaram a respeito do risco de ter uma trombose durante as viagens de avião. Será que é possível morrer por conta de uma viagem mesmo que o avião não caia? Para responder essas dúvidas elaborei este post baseado nos principais artigos científicos disponíveis sobre o tema.

saiba como prevenir uma trombose em viagens de avião

A crença de que as viagens de avião podem causar trombose venosa profunda, embolia pulmonar e até a morte é decorrente do fato de que em viagens de muitas horas, ficamos muito tempo sentados, sem mexer as pernas. Essa imobilidade prejudica o retorno do sangue venoso dos pés e pernas de volta para o coração. Como eu expliquei no artigo "Trombose venosa profunda: saiba como prevenir e tratar este problema", quando a velocidade do sangue diminui dentro das veias pode haver a formação de um coágulo de sangue. Esse coágulo leva a um entupimento da veia. Esse entupimento é o que os médicos chamam de trombose.
A trombose causa inchaço, dor e endurecimento da perna afetada. Porém, o problema pode ir além da perna... Um fragmento desse coágulo formado pode se soltar e ir parar nos pulmões. Nesse caso, temos uma condição chamada embolia pulmonar, que pode levar desde uma discreta dor e dificuldade ao respirar até a morte súbita.

Mas será que as horas que passamos sentados na poltrona do avião são suficientes para a formação desses coágulos?

Um estudo realizado com 8755 funcionários de companhias aéreas que trabalhavam em aeronaves observou, após 8 semanas de seguimento correspondendo a 102.429 horas de vôo,  apenas 22 casos de trombose foram diagnosticados. Essa frequência é muito próxima à encontrada em pessoas que não trabalham no ar. (saiba mais sobre esta pesquisa clicando aqui)
A formação de coágulos nas veias pode levar a tromboseUm outro estudo que analisou os resultados de outras 25 pesquisas realizadas anteriormente mostrou que para pessoas normais, de baixo risco para trombose, a chance de ter um evento como este após uma viagem de avião é de 0,1 a 2,66 por milhão de viagens. Ou seja: o risco é muito baixo.
Porém, para as pessoas que tem fatores de risco para trombose, essa chance aumenta e muito: chega a 2,8% (1000 vezes maior), em vôos com duração de mais de 10 horas.
Esse estudo também observou que, quanto mais longa a viagem, maior o risco de ter trombose. O risco aumenta especialmente nas viagens acima de 8 horas. (leia o estudo na íntegra clicando aqui)

Mas quem são as pessoas que têm mais risco de ter trombose e devem tomar mais cuidado nas viagens longas?


- Pessoas que têm câncer (em tratamento ou não)
- Pessoas com mobilidade limitada: cadeirantes, deficientes físicos, idosos com demência
- Obesos
- Fumantes
- Gestantes e mulheres que acabaram de ter filhos (puérperas)
- Pessoas com varizes de grosso calibre
- Pessoas que realizaram cirurgia recentemente (principalmente se foi de grande porte)
- Pessoas com problemas nos fatores de coagulação (trombofilias)

Essas pessoas precisam ter atitudes durante as viagens longas para evitar que tenham uma trombose.
Aquele mesmo estudo que comentei acima, verificou que o uso de meias elásticas de compressão foi benéfico para a prevenção do problema. Em 1237 pessoas que utilizaram a meia elástica houve 2 casos de trombose (0,2%). Já nos outros 1.245 que não usaram nada, foram encontradas 46 tromboses venosas (3,7%).

Portanto, para quem tem algum dos fatores de risco que eu citei acima vale a pena agir para diminuir o risco de ter uma trombose durante uma viagem de avião.

Previna-se da trombose em viagens longas

- Use meias elásticas de compressão
- Hidrate-se: tome muita água e evite as bebidas alcoólicas durante a viagem
- Mexa-se, não permaneça muito tempo sentado: a cada 30 minutos levante-se, ande pelo corredor, vá ao banheiro.
- Faça exercícios com os pés enquanto tiver sentado: movimente o pé para cima e para baixo para movimentar os músculos da panturrilha e mandar o sangue de volta para o coração!
- Evite calmantes e medicamentos para dormir: eles podem fazer com que você fique imóvel por muito tempo!

Uma maneira de evitar a trombose em viagens de avião é realizar exercícios com os pés


Se voce já teve trombose, tromboembolismo pulmonar ou sabe que tem um problema da coagulação (trombofilia), converse com seu médico. Nesses casos há indicação de tomar medicação anticoagulante como prevenção a uma nova trombose (especialmente se a viagem é mais longa do que 8 horas).

Tudo isso que falei também vale para viagens longas de carro, ônibus, trem, barco e outros meios de transporte. Toda vez que ficamos muito tempo sentados e parados, o risco de ter uma trombose aumenta!

Encaminhem suas dúvidas, terei prazer em respondê-las! Pode ser pelo Fale ConoscoFacebook, Twitter ou Google Plus!







Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
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Tratamento para varizes com espuma: quando deve ser feito?

O uso dos esclerosantes em forma de espuma tem se popularizado nos último anos como tratamento para as varizes e vasinhos. Como qualquer tratamento, a espuma tem seus riscos e benefícios. Nesse artigo, vou explicar um pouco mais sobre o método e em que situações ele pode ser indicado.

A espuma de polidocanol é uma alternativa ao tratamento das varizes


Mas, afinal, o que é essa espuma?


O tratamento para varizes com espuma é um tipo de escleroterapia. A escleroterapia é um tratamento em que injetamos uma substância no interior da veia para induzir o seu fechamento, inutilizando-a.
Em 2001, um médico italiano chamado Lorenzo Tessari descreveu uma técnica em que os líquidos esclerosantes eram misturados ao ar através de duas seringas conectadas por uma torneirinha, formando uma espuma. O objetivo do Dr. Tessari era produzir um esclerosante que fosse mais eficaz, tratando as varizes de forma simples, barata e sem cirurgia. O estudo do Dr Tessari pode ser lido em detalhes aqui.
A espuma pode ser feita com dois tipos de esclerosantes: o tetradecil sulfato de sódio (Sotradecol®) e o polidocanol. O mais utilizado no Brasil é o polidocanol.
A aplicação de espuma na veia safena e varizes maiores deve ser realizada com ajuda do ultrassom

Em que casos o tratamento com espuma deve ser realizado?


O tratamento com espuma de polidocanol está indicado principalmente para as varizes e veias reticulares. Ela pode ser aplicada inclusive na veia safena, que é a principal veia superficial da perna.  A veia fica inutilizada, funcionando como se a tivéssemos retirado em um procedimento cirúrgico. A aplicação na veia safena, nas veias perfurantes e nas varizes maiores deve ser realizado com a ajuda de um aparelho de ultrassom, para identificar exatamente onde está a veia a ser tratada e injetar a espuma bem dentro dela.
Já para as veias menores, como as veias reticulares e as telangiectasias (vasinhos), a aplicação pode ser feita diretamente a olho nu, ou com ajuda de um aparelho de fleboscopia, que utiliza luz LED para deixar as veias mais evidentes.

Benefícios e riscos da espuma para o tratamento das varizes

Você deve estar pensando: Nossa, que maravilha! Isso é o fim da cirurgia para varizes! Para que operar se você pode apenas injetar uma espuma no interior da veia e está tudo resolvido!
Porém, como todo tratamento, a espuma tem seus problemas.
A grande vantagem desse procedimento é justamente evitar uma cirurgia. Ele pode ser realizado no próprio consultório do médico Cirurgião Vascular sob anestesia local, e não requer os cuidados que uma cirurgia de varizes necessita.
Porém, a efetividade do tratamento para varizes com espuma não é tão boa quanto à cirurgia, seja a cirurgia tradicional ou os métodos mais recentes como laser e radiofrequência. (Se quiser saber mais sobre as alternativas de tratamento para varizes leia: "Como tratar varizes nas pernas?" , "Cirurgia para varizes: saiba como é feita passo-a-passo" e "Radiofrequência: uma alternativa à cirurgia convencional de varizes")

Um estudo realizado com 500 pacientes na Dinamarca, publicado em 2011 no British Journal of Surgery (leia aqui) mostrou que, após 1 ano, o refluxo da veia safena voltou em 16,3% dos pacientes tratados com espuma. Esse resultado foi significantemente pior do que o da cirurgia de termoablação de safena com laser e com radiofrequência, em que a taxa de insucesso foi de 5,8 e 4,8% respectivamente.
Em outras palavras, existe uma chance de mais ou menos 16% do tratamento não dar certo.
Além disso, o tratamento das varizes com espuma pode levar a complicações como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, flebites, manchas escuras na pele e feridas. As complicações mais graves, relacionadas a trombose são muito raras, menores do que 1%. Já a hiperpigmentação (manchas escuras) é bem mais comum, causando um incomodo estético ao paciente.
Sendo assim, a recomendação é que o tratamento para varizes com espuma seja realizado quando o paciente não pode operar, não quer operar ou se a cirurgia para varizes não está disponível.

É possível tratar os vasinhos com espuma?


A espuma também pode ser utilizada para tratamentos estéticos, como na escleroterapia das veias reticulares e telangiectasias, os famosos "vasinhos".
Nesses casos, a concentração do medicamento esclerosante é menor, o que diminui a chance de surgimento de manchas escuras, necrose e feridas na pele. A concentração geralmente utilizadas nos casos estéticos é a 0,5%. Um estudo publicado em 2010 demostrou que esta concentração e segura e efetiva (leia aqui).
A efetividade desse método é semelhante às outras técnicas de escleroterapia. Para saber mais sobre as alternativas de tratamento para os vasinhos, clique em "Vasinhos nas pernas: como acabar com eles!".

Conclusão: o tratamento com espuma para varizes é uma boa opção, mas precisa ser bem indicada. Converse com seu médico Cirurgião Vascular sobre essa opção de tratamento.

As dúvidas podem ser enviadas pelo Fale Conosco, ou pelo Facebook, Twitter e Google Plus!







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Dez passos para ter pernas lindas

2014 está começando e junto com o brinde vêm as promessas para o novo ano que se inicia. Para você que prometeu cuidar melhor das pernas, elaborei esta lista de 10 dicas para ter pernas deslumbrantes e saudáveis.

Saiba como cuidar das pernas para que elas fiquem lindas!

1- Caminhe bastante


A caminhada é um excelente exercício para estimular a circulação das pernas. Como eu expliquei nos artigos 'Por que eu tenho varizes?' e 'Salto alto causa varizes?', o retorno do sangue que está nas pernas de volta para o coração é feito pelos veias com a ajuda da compressão da musculatura da panturrilha. Quanto mais movimentamos a musculatura, melhor é o bombeamento do sangue e menor a probabilidade de formação de varizes, inchaço e dores nas pernas.

2- Use meias elásticas de compressão


Se você fica muito tempo em pé ou sentada no dia-a-dia vale a pena utilizar meias elásticas de compressão. Para as pessoas que não têm varizes, estão indicadas as meias de suave compressão (ou 15-20 mmHg). Essas meias podem ser compradas sem receita médica em magazines, drogarias e casas de material cirúrgico e ortopédico. As meias evoluiram muito nos últimos anos e já é possível encontrar no Brasil meias de diversas cores, com rendas e detalhes que as deixam muito parecidas com as meias finas tradicionais. Portanto, ficar com vergonha por estar com uma meia bege esquisita é coisa do passado.
As meias elásticas de compressão estão mais bonitas e discretas atualmente
A meia não previne as varizes ou vasinhos, mas ajuda a melhorar o retorno venoso e previne inchaço e dores nas pernas.  Para quem tem varizes, a compressão deve ser maior e a meia deve ser prescrita pelo médico.

3- Fortaleça a musculatura


Musculação, pilates, yoga, cross fit, ginástica localizada, subir e descer escadas.... vale tudo para deixar a musculatura da perna e da coxa mais fortes e combater a celulite e a flacidez. Não tem outro jeito: o tempo e a gravidade são implacáveis e a melhor forma de manter pernas bonitas é cuidar para que os músculos estejam sempre fortes.

4- Trate as varizes e vasinhos


Grande parte das mulheres tem vasinhos ou varizes nas pernas e muita gente não sabe o que fazer para prevenir e melhorar este problema. No artigo 'Vasinhos nas pernas: como acabar com eles?' expliquei que a principal forma de atacar o problema é com a escleroterapia tradicional ou com laser. Já as varizes, que são veias maiores, tortuosas e "saltadas", o tratamento é cirúrgico: seja a microcirurgia com anestesia local, nos casos mais leves e localizados, ou até cirurgia maiores que exigem internação. Além da cirurgia tradicional, atualmente os cirurgiões vasculares dispõem de novas técnicas para acabar com as varizes, que utilizam laser e radiofrequência. Falei um pouco sobre o tratamento das varizes nos artigos: 'Como tratar varizes nas pernas?', 'Cirurgia para Varizes: saiba como é feita passo a passo' e 'Radiofrequencia: uma alternativa à cirurgia tradicional de varizes'.

5 - Acabe com as manchas


Ter pernas lisinhas e sem manchas é possível, mas exige dedicação. Para acabar com as manchas, os médicos dermatologistas dispõem de um arsenal que inclui cremes clareadores, ácidos, aplicação de luz pulsada e laser. É importante consultar um médico especialista no problema para saber qual é a melhor técnica para sua caso. Além disso, é imprescindível o uso do filtro solar sempre que as pernas forem expostas. Mesmo que você não estiver curtindo uma praia ou piscina, basta colocar um short ou saia que os raios solares vão atingir sua pele e prejudicar seu tratamento! Todo cuidado é pouco.

6- Livre-se dos pêlos


Existe uma infinidade de métodos de depilação e é importante escolher um método seguro, evitando queimaduras e irritação na pele. Pode ser lâmina, cera, linha, depilador elétrico, cremes depilatórios, laser ou luz pulsada. Os dois últimos mais duradouros, porém muito mais caros. Tanto o laser quanto a luz pulsada devem ser feitos por médicos ou profissionais qualificados e treinados sob a supervisão destes para diminuir os riscos e melhorar os resultados.

7 - Elimine os quilinhos extras


Diminuir o peso ajuda a melhorar os problemas da circulação
Diminuir o peso corporal, além de melhorar o contorno da perna, diminuir seu diâmetro e amenizar a celulite, também auxilia a circula ção do sangue. O excesso de peso e, principalmente, o aumento da gordura abdominal leva a piora do retorno venoso, piorando as varizes e o inchaço. Portanto, é imprescindível diminuir o peso e a barriguinha para ter as pernas dos seus sonhos.






8 -  Mantenha uma alimentação saudável

Essa dica é para ajudar a atingir o objetivo da dica anterior. Não tem outro jeito: o que engorda é a comida que comemos e para emagrecer é necessário comer menos e melhor. Isso não é novidade para ninguém. Além de ajudar no emagrecimento, a alimentação balanceada dá energia para realizar os exercícios físicos e previne doenças mais sérias, como a deposição de gordura nas artérias, a aterosclerose, principal causa de infartos, derrames e morte. Para saber um pouco mais sobre como a alimentação pode influenciar na circulação sanguínea, leia o artigo: 'Alimentação e problemas da circulação: saiba o que comer para manter a saúde vascular!'.

9 -  Hidrate a pele e o corpo

A hidratação é fundamental para a manutenção da saúde e beleza da pele das pernas. Usar cremes hidratantes é importante para manter a pele sem rachaduras, descamação e a combater o envelhecimento. Mas ainda mais importante é tomar água pela boca. Pelo menos 2 litros ou 8 copos de água por dia vai ajudar não só suas pernas, mas seu organismo como um todo a funcionar melhor.

10 - E o salto alto? 

Muitas mulheres utilizam o salto para melhorar a aparência das pernas. Sem dúvida, o salto propicia uma aparência de pernas torneadas, ajuda a disfarçar a celulite e a flacidez. Ainda não existe um consenso entre os pesquisadores quanto à influência do uso do salto alto nos problemas da circulação do sangue. Expliquei isso detalhadamente no artigo "Salto alto causa varizes?" Porém, já foi comprovado que o uso exagerado do salto alto pode acarretar problemas nas articulações do tornozelo, joelho e pé, assim como encurtamento de tendões e outros problemas ortopédicos. Então meninas, o salto pode ser usado, mas não abuse dele. 

Dúvidas, perguntas, críticas e elogios podem ser enviados pelo Fale Conosco, ou pelo Facebook, Twitter e Google Plus!
Um abraço e um ótimo ano de 2014 para todos os leitores!








Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
Sobre a autora
Dra. Juliana Puggina é médica e escreve artigos informativos semanalmente no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com especialização em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP).

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Úlcera varicosa: por que aparece e como se ver livre dela

A úlcera é um ferimento na pele, que pode ser decorrente de um machucado, uma batida ou um corte, ou ainda aparecer espontaneamente. Algumas úlceras cicatrizam rapidamente e outras demoram ou nunca fecham. Isso depende da presença ou não de doenças da circulação, pressão alta, diabetes, inflamações e infecções da pele etc. Os problemas na circulação venosa são a principal causa para o aparecimento das feridas nas pernas, responsável por 70% das úlceras de membros inferiores (este dado foi retirado deste artigo aqui).

Úlceras nas pernas podem ser causadas pela presença de varizes


Varizes: a raiz do problema


Quando a circulação venosa está comprometida, devido à insuficiência das válvulas das veias, ocorre um aumento da pressão do sangue dentro das veias, que não consegue voltar de forma adequada ao coração. Expliquei detalhadamente o funcionamento do sistema venoso nos artigos 'Por que eu tenho varizes?' e 'Salto alto causa varizes?'. Esse aumento da pressão, leva ao extravasamento de água, células do sangue, fatores inflamatórios de dentro da veia para o espaço entre as células da pele e do tecido gorduroso subcutâneo. Esse mecanismo é o responsável pelo inchaço e pelo aparecimento de áreas de coloração escurecida na pele da perna (chamada pelos médicos de dermatite ocre). Quanto mais extravasam essas substâncias e células, mais difícil se torna a circulação local, e quanto mais difícil a circulação, mais extravasamento: é um ciclo vicioso. E este ciclo vicioso causa alterações na nutrição da pele porque dificulta a chegada do sangue arterial rico em nutrientes nas áreas afetadas. E, uma vez que as células daquela região da pele morrem por falta de oxigênio e nutrientes, aparece uma ferida. O aparecimento da úlcera também pode ser desencadeado por um trauma local (corte, batida, escoriação), que, atingindo uma pele já doente e sofrida, acaba abrindo uma lesão.
A falta de nutrientes e oxigênio na pele leva a morte das células e aparecimento das feridas

Além de levar ao aparecimento da úlcera, o mesmo ciclo vicioso leva à perpetuação da úlcera. Há pessoas que ficam meses, anos e até décadas com úlceras nas pernas que não cicatrizam.
Assim, facilmente concluímos que, para resolver a ferida, é necessário tratar a origem do problema: a hipertensão venosa crônica.

Como evitar o aparecimento de úlceras varicosas nas pernas?


A principal medida é o tratamento precoce das varizes. O ideal é tratar as varizes antes que se inicie o processo de inchaço e escurecimento da pele, uma vez que essas alterações podem não regredir mesmo após a retirada das veias insuficientes.
O tratamento das varizes vai depender da avaliação do Cirurgião Vascular com exame físico detalhado e ultrassom doppler venoso de membros inferiores. Com isso, ele irá definir qual a melhor técnica para cada caso.
Para saber mais sobre as alternativas de tratamento para as varizes, acesse o post 'Como tratar varizes nas pernas?'

E quem já tem úlcera varicosa, o que fazer?


Para quem já tem ferida na perna em decorrência das varizes, a batalha para vencê-la é árdua. Envolve além do tratamento das varizes, uma série de medidas para evitar o inchaço da perna e o conseqüente extravasamento de células sangüíneas e substâncias que perpetuam o problema. Além disso, é de suma importância evitar a infecção local, já que a barreira natural de proteção que é a pele íntegra está ausente.
Sendo assim, o tratamento começa com a avaliação minuciosa da perna afetada pelo médico Cirurgião Vascular. Ele irá identificar a presença das varizes e outras doenças como o diabetes e a pressão alta descontrolada, que precisam ser tratadas e compensadas para que a úlcera cicatrize. É necessário ainda identificar a presença de infecção no leito da ferida, que precisa ser tratadas com antibióticos imediatamente.
O principal exame completar que deve ser solicitado neste caso é o ultrassom doppler venoso, já que o tratamento da insuficiência venosa é a principal ação necessária para o fechamento da ferida e prevenir o seu reaparecimento.
O tratamento do refluxo da veia safena e das veias perfurantes é essencial. Esse tratamento pode ser feito basicamente com a cirurgia tradicional ou safenectomia (saiba mais em 'Cirurgia para varizes: saiba como é feita passo-a-passo'), a cirurgia com laser e com radiofrequencia (detalhes em  'Radiofrequência: uma alternativa à cirurgia convencional de varizes') ou ainda esclerose da veia com espuma de polidocanol. Apesar de bastante diferentes quanto à técnica, o intuito destes tratamentos é o mesmo: evitar que o sangue retorne pela veia safena que está insuficiente e caminhe por veias mais saudáveis.
Também é de suma importância a realização dos curativos, tanto antes e quanto após o tratamento das veias insuficientes, até que as úlceras estejam completamente cicatrizadas.
O curativo da úlcera varicosa é essencial para sua cicatrização
O curativo visa evitar a infecção local, proteger contra traumas, absorver secreções e manter um ambiente hidratado e propício à cicatrização da ferida.
Já foi provado por diversos estudos, como este aqui, que manter a ferida coberta é melhor do que descoberta.
Deve ser realizado com a maior higiene possível, lavando bem as mãos antes de manipular a ferida,  limpando todo resíduo de cremes e pomadas da ferida com soro fisiológico ou água filtrada e utilizando material limpo, como gazes e faixas de crepe.
Evite o uso de adesivos como fita crepe e esparadrapo diretamente sobre a pele para não machucar e causar aumento da ferida. Jamais utilize plantas, receitas caseiras ou substâncias que não sejam rigorosamente esterilizadas no curativo: isso pode causar infecções graves!
Existem kits prontos com o material necessário para o curativo dessas úlceras, porém, esse material tem um custo elevado.
A frequencia de troca do curativo depende do material utilizado no curativo. Curativos simples com gaze e faixa devem ser trocados diariamente. Curativos sofisticados, confeccionados com substâncias antimicrobianas podem permanecer por mais tempo. Sempre peça orientação ao seu médico e à equipe de enfermagem sobre como e quando trocar o curativo e que material utilizar.
Por cima do curativo, deve ser realizada a compressão da perna com faixa ou meia elástica. Esse é o ponto chave do tratamento. A última revisão publicada sobre o tema na revista científica Phlebology em  março de 2013 concluiu que realizar a compressão elástica diminui o tempo de cicatrização das úlceras varicosas (leia o artigo completo aqui). Este estudo mostrou ainda que a alta compressão é mais efetiva do que a média e suave compressão. Isso se deve ao poder que a compressão elástica têm de diminuir o edema (inchaço).  Portanto, é necessário colocar por cima do curativo uma faixa elástica de compressão ou uma meia elástica de alta compressão. As empresas fabricantes das meias têm inclusive linhas de meias de compressão próprias para quem tem úlcera.
Uma alternativa interessante ao curativo associado à compressão elástica é a bota de Unna. Essa bota é feita com uma faixa de algodão embebida em um composto cremoso feito com óxido de zinco, goma acácia, glicerol, óleo de rícino e água deionizada. É aplicada diretamente sobre a pernas que possui a ferida. Quando este composto seca, ele forma uma camada elástica, funcionando como curativo e compressão ao mesmo tempo. A bota deve ser trocada a cada 5 a 7 dias. Deve ser realizada por profissionais treinados e não pode ser feita em pacientes com úlceras infeccionadas ou que possuam doença do sistema arterial concomitante.

Neste artigo tratei especificamente das úlceras decorrentes de problemas da circulação venosa. Existem ainda diversas causas para o aparecimento de ferimentos que não cicatrizam, por isso, é imprescindível a consulta com um médico  para estabelecer a causa e indicar o tratamento mais adequado. Problemas arteriais (que podem levar a amputação da perna) e cânceres de pele estão entre estas causas! Portanto, muito cuidado. Evite o tratamento com receitas caseiras, pomadas e curativos antes de ser devidamente avaliado por um especialista. As conseqüências podem ser irreversíveis.

Não desanime! O tratamento é longo e cheio de etapas importantes como cirurgia para tratamento das veias insuficientes, curativos e compressão, porém, se realizado de forma correta e por profissionais capacitados, a chance de cicatrização é grande.

Perguntas, dúvidas, críticas e sugestões podem ser enviadas ao nosso Fale Conosco, ou pelo Facebook, Twitter e Google Plus! Boa semana a todos os leitores!










Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
Sobre a autora
Dra. Juliana Puggina é médica e escreve artigos informativos semanalmente no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em especialização em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP).

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