Meias de compressão para corrida melhoram o desempenho?

Meias elásticas de compressão para corrida: funciona ou não?

As meias elásticas de compressão são prescritas a muitos anos pelos cirurgiões vasculares para o tratamento das doenças do sistema venoso e linfático.  Nos últimos anos, virou moda o uso dessas meias para a prática de esportes, em especial a corrida. Será que vale a pena usar estas meias?? Vamos analisar o que a ciência diz sobre este assunto!

A promessa dos fabricantes e adeptos do esporte é que a meia é capaz de melhorar o desempenho e a recuperação muscular. Mas de que forma a meia elástica seria capaz de melhorar a performance na corrida?
Vários estudos científicos demostraram efeitos positivos da compressão dos membros inferiores, como melhora no retorno do sangue venoso ao coração, na oxigenação dos tecidos e na oscilação muscular, que se refletem na fadiga muscular. Porém , esses estudos foram realizados em pessoas doentes, portadoras de insuficiência venosa.
A hipótese de melhora no desempenho esportivo é fundamentada na idéia de que a meia potencializa a ação da bomba muscular da panturilha (falei disso no artigo "Por que eu tenho varizes?'), aumentando o retorno do sangue ao coração. Na teoria, isso aumenta a retirada das substâncias produzidas pelas células musculares durante o exercício, como o ácido lático (ou lactato), as quais são responsáveis pelas dores e fadiga muscular .
As meias de compressão esportivas podem melhorar a recuperação muscular pós exercício

O primeiro estudo sobre o tema foi realizado em 1987 por pesquisadores americanos (saiba mais). Testaram 20 homens fisicamente ativos, que realizaram exercícios em uma bicicleta ergométrica com e sem a meia de compressão. Foi dosado o nível de lactato durante o exercício e nos minutos de descanso subseqüentes. Foi encontrada uma melhor eliminação do lactato no grupo que usou as meias elásticas durante o exercício e no período de descanso, indicando que a recuperação muscular pós exercício é melhor no grupo que usou meias.
De lá pra cá, vários pesquisadores tentaram provar que esses achados poderiam se refletir em uma melhor performance dos atletas, diminuindo tempos e melhorando marcas. Porém, a maioria desses estudos não encontrou dados que confirmassem essa hipótese.
Um grupo de cientistas alemães publicaram em 2009 um estudo em que 21 corredores amadores foram submetidos a uma corrida em esteira, com medição de tempo, volume de oxigênio consumido, velocidade alcançada e dosagem de lactato (saiba mais aqui). Eles viram que os atletas que usaram a meia agüentaram correr mais tempo e tiveram uma média de velocidade maior durante as fases aeróbia e anaeróbia do exercício. Não houve diferença no consumo de oxigênio pelos dois grupos (este é o principal marcador de melhora de performance para atletas, quanto maior é o consumo de oxigênio, melhor a performance).
Em 2003, um outro estudo encontrou que as meias são capazes de diminuir o impacto que o exercício físico causa nas fibras musculares. Essa diminuição do impacto também provavelmente diminui a perda de células musculares e favorece a recuperação pós exercício. (saiba mais)

Como vocês viram, ainda não temos certeza do benefício dessas meias na melhora da performance do atleta, mas temos boas evidências de que a recuperação pós exercício é facilitada. Também não há nenhum estudo que mostra malefício no uso dessas meias.
Sendo assim, se você gosta de praticar atividades esportivas, vale a pena utilizar as meias elásticas de compressão. Na pior das hipóteses ela funcionará apenas como uma meia comum.
Mas, não vale achar que a meia vai te transformar num atleta profissional! Ela é apenas um coadjuvante! O que vai dar resultado de verdade é ter seriedade e disciplina para treinar!

Boa semana!



Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
Sobre a autora
Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do American College of Phlebology.

Clínica Essenza
Rua Oscar Freire 2250 cj 101 e 102 -Jd. América - São Paulo/SP

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Inchaço nas pernas: o que pode ser?



Inchaço nas pernas pode ter várias causas
Muita gente acha que as pernas ficam inchadas devido à retenção de líquidos pelo organismo ou por problemas de circulação, mas existem várias outras causas para esse problema tão comum. Para melhorar o inchaço, primeiramente precisamos compreender sua causa e tratá-la.

O inchaço é chamado pelos médicos de edema e ele aparece quando há muita água acumulada entre as células da pele e do tecido gorduroso abaixo da pele (o edema também pode aparecer em outros órgãos do corpo, mas hoje vou falar apenas do edema dos membros inferiores).

Mas como essa água vai parar no meio das células?

Nossas células necessitam de oxigênio e nutrientes o tempo todo para se manter vivas, e quem leva tudo isso pra elas é o sangue, através dos vasos sangüíneos. Os nutrientes e o oxigênio atravessam a parede do vaso sangüíneo, juntamente com a água presente no sangue, e atinge as células de todo o corpo.
O inchaço é causado pelo excesso de saída de água dos vasos sangüíneos ou pela dificuldade de escoamento da água pelos vasos linfáticos
Normalmente, as células absorvem grande parte dos nutrientes, oxigênio e água para dentro delas. O que sobra em parte retorna para o vaso sangüíneo e em parte é drenado pelos vasos do sistema linfático. A principal função do sistema linfático é justamente drenar esta água toda.
Então podemos concluir que se está sobrando água no meio das células, alguma coisa de errado está acontecendo nesse sistema: ou o extravasamento de água pelos vasos sangüíneos está maior do que devia ou o escoamento da água pelos vasos linfáticos está ruim.
Existem 3 motivos principais para extravasar água demais pelos vasos sangüíneos: aumento da pressão do sangue dentro do vaso (aumento da pressão hidrostática), diminuição das proteínas do sangue que seguram a água dentro dele (diminuição da pressão oncótica) ou aumento dos poros na parede dos vasos sangüíneos (aumento da permeabilidade vascular).

Várias doenças estão relacionadas com o inchaço nas pernas, por isso é importante que a pessoa acometida pelo problema procure um médico para avaliar por que este inchaço está ocorrendo.
Doenças do coração, dos rins, pressão alta, trombose venosa e insuficiência das veias das pernas causam inchaço nas pernas por aumento da pressão do sangue dentro dos pequenos vasos.  (leia mais em Por que eu tenho varizes? e Problemas de circulação: como saber se eu tenho ou não?)
Doenças como cirrose hepática, desnutrição e síndrome nefrótica causam inchaço por causa da diminuição da albumina do sangue, uma proteína que é importante para manter a água dentro do sangue e impedir que ela extravase em excesso.
O inchaço nas pernas pode estar relacionado com várias doenças! Procure um médico!
Quando temos uma infecção, inflamação, queimadura ou reação alérgica, ocorre um aumento dos poros da parede dos vasos sanguíneos e consequentemente aumenta o extravasamento de água, como ocorre numa peneira furada.
Já quando a drenagem está comprometida, normalmente estamos diante de um problema no sistema linfático, que pode ocorrer por entupimento dos vasos linfáticos, como ocorre em alguns tipos de câncer e na elefantíase (filariose) ou por uma anormalidade no funcionamento desses vasos, o que chamamos de linfedema.
O mal funcionamento da tireóide, o hipotireoidismo, também pode causar inchaço, denominado de mixedema. Nessa situação, o inchaço ocorre pela deposição de substâncias entre as células pele que são chamadas de mucopolissacarídeos.

Em outras palavras, o inchaço nas pernas pode ser um sinal de uma doença mais grave em um órgão importante do corpo. Por isso: CUIDADO! Procure um médico assim que o inchaço aparecer! Ele irá investigar se há problemas no seu coração, rins, fígado, tireóide e na circulação do sangue e linfática, identificando a melhor forma de resolver ou amenizar o problema.

Para amenizar o inchaço nas pernas, a principal orientação é realizar o repouso com as pernas para cima. Quanto mais tempo a pessoa colocar as pernas para cima, mais ela vai ajudar o sangue e a linfa a retornarem para o coração e evitar que a água fique acumulada nas pernas.
Para as pessoas que têm inchaço causado por problemas nas veias das pernas (como varizes, trombose venosa, insuficiência venosa) e problemas na circulação linfática é recomendável o uso de meias elásticas de compressão. As meias vão diminuir a formação do inchaço e os sintomas de dor e cansaço nas pernas mesmo quando a pessoa permanece muito tempo em pé. Essas meias devem ser prescritas por um médico angiologista ou cirurgião vascular, que saberá qual a compressão adequada para cada caso.
O sal é um grande inimigo de quem tem inchaço nas pernas
Outra medida que ajuda bastante é a diminuição do sal na comida. O sódio presente no sal aumenta a absorção de água pelos rins e com uma maior quantidade de água presente no sangue, ocorre o aumento da pressão do sangue e consequentemente o extravasamento da água para o espaço entre as células. O sódio está presente em grande quantidade nos alimentos industrializados, especialmente congelados, enlatados, sopas e macarrões instantâneos e refrigerantes (inclusive nas versões diet, light e zero). Por isso, é necessário não só diminuir o sal propriamente dito, mas também esses alimentos que têm um monte de sal "escondido".
Emagrecer uns quilinhos e se exercitar também favorecem o retorno do sangue pelas veias e a drenagem linfática e portanto também diminuem o inchaço.
Massagem nas pernas realizadas por profissionais experientes e treinados, a chamada drenagem linfática, também funciona para diminuir o inchaço e os sintomas decorrentes deles. Mas tem que ser feita por alguém que saiba o que está fazendo para se obter bons resultados. Portanto, cuidado com as promoções e os curiosos que vendem esse tipo de massagem pelo Brasil afora.

Resumindo, as orientações para quem tem inchaço nas pernas são:

- Procurar um médico para saber a causa do problema (para não comer bola e deixar um problema grave de saúde sem tratamento)
    - Descansar com as pernas para cima (várias vezes aos dia)
      - Diminuir o consumo de sal e alimentos industrializados
        - Perder peso
          - Fazer exercício físico pelo menos 3 vezes por semana
            - Usar de meias elásticas de compressão

            - Realizar drenagem linfática por profissional habilitado.
              Por hoje é só! Mandem dúvidas! Terei prazer em respondê-las. Pode ser pelo Facebook, Twitter ou Google Plus!
              Até semana que vem!



              Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
              Sobre a autora
              Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do American College of Phlebology.

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              Varizes na gravidez: saiba como prevenir este problema!

              Como prevenir as varizes na gravidez?

              Um dos principais fatores que causam varizes é a gravidez. E grande parte das gestantes sofrem com este problema. Mas o que a ciência diz sobre o que causa as varizes e como preveni-las?
              Os estudos científicos apontam que entre 20 e 40% das gestantes tem varizes nas pernas e mais de 80% vão ter inchaço nas pernas em algum momento da gestação. Não se sabe ainda ao certo se a gravidez sozinha pode causar as varizes ou se ela só desencadeia a formação de vasos varicosos em quem tem alguma predisposição genética.

              Causas do aparecimento das varizes na gravidez



              Existem várias teorias que explicam o aparecimento e a piora das varizes na gestante e conhecer a causa do problema é importante para entendermos como podemos evitá-lo.
              As varizes começam a surgir na gestante já nos dois ou três primeiros meses da gravidez. Isso ocorre devido às mudanças hormonais que acontecem no corpo da mulher, como aumento dos níveis de estrógeno e progesterona. Um estudo realizado em 1999 encontrou receptores para esses hormônios na parede da veia safena, o que pode indicar que estes hormônios podem ter relação com alterações na sua parede (leia mais aqui). Além disso, ocorre o aumento da quantidade de sangue no organismo, o que também contribui para aumentar a pressão dentro das veias das pernas.
              O crescimento do útero causa compressão da veia cava e aumento das varizesCom o passar da gestação, o bebê cresce e o útero vai aumentando gradativamente. O útero aumentado comprime a veia cava, a maior veia do corpo humano, que é responsável por carregar o sangue das pernas de volta para o coração. Assim, o sangue tem dificuldade de passar, causando inchaço e o aumento das varizes. Falei um pouco sobre isso no post "Por que eu tenho varizes?". Por causa disso que os obstetras aconselham as gestantes a deitarem sempre do lado esquerdo: a veia cava passa do lado direito do corpo e quando a gestante deita do lado esquerdo ela desvia o peso do útero para o lado oposto da veia.

              Entretanto, a maior causa de aparecimento de varizes, tanto na gestação quanto fora dela, é a genética. Quem tem pai e mãe com varizes tem uma chance de 90% de sofrer com o problema. Já as mulheres que têm apenas um dos pais com varizes, a chance cai para 62% (isso foi publicado neste estudo aqui).

              Existe algum tratamento para os sintomas das varizes na gravidez?



              As principais recomendações para quem tem varizes é repouso com as pernas para cima e uso de meias elásticas. Nenhum medicamento utilizado para amenizar os sintomas das varizes é recomendado devido à falta de estudos científicos que comprovem que seu uso é seguro na gravidez. Isso vale inclusive para os medicamento fitoterápicos a base de rutina ou ginko biloba.
              O descanso com as pernas para cima é importante para aliviar os sintomas das varizes na gravidez!
              O uso de meias elásticas na gestação também é um assunto controverso. Poucos estudos foram realizados para testar a eficiência da meia em diminuir os sintomas das varizes nas gestantes. Um estudo realizado em 1986, (muita gente por aqui ainda não tinha nascido...) feito com 35 mulheres, não mostrou diferença entre o uso da meia e o repouso somente. Já um estudo mais recente (de 2003) realizado com 55 mulheres, mostrou que a meia é eficaz para diminuir o inchaço causado pelas varizes. Saiba mais clicando neste link.
              O descanso com as pernas para cima também é recomendado para diminuir os sintomas das varizes, como inchaço, dor e sensação de peso nas pernas. Alguns minutos já são suficientes para deixar as pernas mais descansadas! Quanto mais vezes por dia a gestante puder realizar estes pequenos descansos melhor!

              Qual a compressão da meia elástica que deve ser utilizada durante a gestação?



              Outro assunto polêmico. Poucos estudos científicos comprovam a relação entre o grau de compressão e a melhora dos sintomas para grávidas. Os cirurgiões vasculares e angiologistas acabam utilizando o mesmo conceito usado para as mulheres não grávidas.
              Quem não tem varizes deve usar meia elástica de suave compressão (ou 15 a 20 mmHg).
              Já quem tem varizes, precisa usar uma compressão maior: 20-30 mmHg ou média compressão. As meias de média compressão de boa qualidade só são vendidas com receita médica. Ou seja: é imprescindível que a gestante com varizes seja avaliada por um especialista!
              Lembrando que as meias elástica devem ser utilizadas desde a hora que a pessoa acorda (quando as pernas estão totalmente sem inchaço!) até a hora de dormir. Não precisa dormir com a meia!

              Eu tenho varizes e estou grávida: posso operar?



              A resposta é curta e grossa: NÃO. Por um motivo muito simples: as varizes, apesar de incomodar bastante, não são uma doença grave e nem atrapalham a gestação. Portanto, dá para aguardar o término da gestação e planejar o tratamento direitinho. Lembrando que, na maioria das vezes, a cirurgia para varizes envolve tomar anestesia e medicamentos para dor no pós operatório, o que não é recomendado para quem está esperando bebê.

              Varizes pélvicas e vulvares : quando o problema vai além das pernas...



              Em algumas mulheres, os mecanismos que levam a formação das varizes não acometem somente as veias das pernas. As veias da região pélvica também são afetadas pelos hormônios e pela pressão exercida pelo útero aumentado. Isso leva a formação de varizes na vulva e na região da pelve.
              As varizes vulvares geralmente não atrapalham o parto normal, exceto se forem excessivamente aumentadas.
              Geralmente esse tipo de varizes regride após o término da gestação. Se elas não regredirem, a mulher precisa procurar um cirurgião vascular para pesquisar outras causas que levam ao seu aparecimento (que na maioria das vezes exige cirurgias complexas).

              As varizes podem melhorar após a gravidez?



              Sim, muitas vezes as varizes melhoram ou ate desaparecem após a gestação! Mais um motivo para pensar em tratar o problema somente após o nascimento do bebê. Cerca de três meses após o parto já é seguro realizar a cirurgia para o tratamento de varizes. Se a mulher ainda está amamentando, o ideal é aguardar essa fase terminar, já que muitos medicamentos utilizados na anestesia e para dor não são recomendados para lactantes.

              As varizes podem aparecer na gestante e melhorar após o parto

              Resumindo:



              Para tentar prevenir as varizes na gestação e melhorar seus sintomas as dicas são:

              - Uso de meia elástica durante todo o dia

              - Descanso com as pernas para cima alguns minutos por dia

              - Deitar sempre do lado esquerdo a partir da metade da gravidez em diante

              - Evitar ganho de peso excessivo

              - Procurar um cirurgião vascular ao término da gravidez para planejar o tratamento das varizes


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                Dra Juliana Puggina - Cirurgia Vascular - CRM/SP 134.963
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                Dra. Juliana Puggina é médica cirurgiã vascular e escreve artigos informativos no blog 'Pernas pra que te quero'. Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do American College of Phlebology.

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